5 técnicas japonesas de Reiki além das posições das mãos

A maioria das introduções ao Reiki se resume às posições das mãos. Onde as mãos ficam, em que ordem, por quanto tempo. É um bom mapa, e é por ele que a maioria de nós aprende.

O Reiki de estilo japonês guarda um mapa maior. Ao lado das posições das mãos, preserva-se um conjunto de práticas curtas para se limpar e se aquietar — uma dura cerca de 30 segundos, uma não envolve as mãos, e em outra você simplesmente deixa o corpo se mover como ele quiser.

Nenhuma delas exige equipamento especial, e a maioria dispensa símbolos. Aqui estão cinco — mais uma sexta para os curiosos — como são comumente ensinadas hoje.


Kenyoku-ho: a varredura de trinta segundos

O nome se traduz como banho seco, e é exatamente essa a aparência — lavar-se sem água.

Apoie os dedos da mão direita onde a clavícula esquerda encontra o ombro. Inspire e, ao expirar, deslize a mão em diagonal pelo corpo até o quadril direito, saindo do corpo ao final. Depois espelhe o movimento — mão esquerda no ombro direito, descendo até o quadril esquerdo. Termine o tronco repetindo a primeira varredura mais uma vez.

Agora estenda o braço esquerdo à sua frente, com a palma para cima. Coloque a mão direita no alto desse braço e deslize até o fim, passando pela palma e saindo pelas pontas dos dedos. Repita no braço direito e mais uma vez no esquerdo. Seis varreduras ao todo — três pelo corpo, três pelos braços. Três em vez de quatro porque, no Japão, o número quatro soa desconfortavelmente parecido com a palavra para morte.

Tradicionalmente, é feita antes da prática e de novo ao final. As fontes variam quanto ao movimento nos braços — algumas ensinam pela parte externa do braço, outras pela interna —, mas a varredura diagonal pelo tronco é a mesma em todo lugar.


Joshin Kokyu-ho: respirando até o centro do corpo

Sente-se com as costas retas e deixe o olhar repousar suavemente em direção ao chão. Descanse as mãos no colo, com as palmas abertas voltadas para cima, e deixe a respiração encontrar seu próprio ritmo.

Ao inspirar, deixe o ar descer até um ponto logo abaixo do umbigo — o hara, o centro de gravidade do corpo na prática japonesa. Ao expirar, deixe-o se espalhar dali por todo o seu corpo e para além da pele, preenchendo o ambiente.

Cinco minutos é um ponto de partida normal, e com a prática muita gente estende bastante esse tempo. Respire naturalmente, sem prender o ar, e se sentir tontura em algum momento, simplesmente pare por hoje.


A Ducha de Reiki: um enxágue de três minutos

Esta costuma ser creditada ao professor japonês contemporâneo Hiroshi Doi, e é a mais fácil das cinco para fazer em pé.

Una as palmas por um instante. Depois erga as duas mãos acima da cabeça o quanto for confortável, mantendo-as a uns 20 a 30 centímetros uma da outra, e espere ali alguns segundos. Vire as palmas para o topo da cabeça e imagine o Reiki caindo sobre você como uma ducha.

Agora desça as mãos lentamente, com as palmas ainda voltadas para você e um pouco afastadas do corpo — passando pelo rosto, pelo peito, até os pés. Vire as palmas para o chão e imagine a energia residual escoando pelos pés em direção à terra. Três passagens bastam.


Reiki Undo: quando o corpo se move sozinho

Esta é a que ninguém espera. Undo significa simplesmente movimento, e a prática é creditada a Kimiko Koyama, sexta presidente da Usui Reiki Ryoho Gakkai, no Japão.

Abra espaço ao seu redor para não esbarrar em nada. Sente-se ou fique em pé confortavelmente, una as palmas e depois descanse as mãos no colo, com as palmas abertas. Respire fundo e, a cada expiração, permita-se relaxar o mais completamente que puder.

Depois de várias respirações, seu corpo pode começar a se mover sozinho — um giro lento da cabeça, um balanço dos braços, às vezes mais. A instrução é simplesmente permitir, sem tentar conduzir os movimentos. Se nada acontecer, tudo bem; continue respirando e fique tranquilo com isso. Quando o movimento se aquietar por conta própria, una as palmas novamente para encerrar.


Gyoshi-ho: você não usa apenas as mãos

Usui teria escrito que a energia irradia do corpo inteiro — e, acima de tudo, das mãos, dos olhos e da respiração. A quinta prática nasce daí — e também a sexta prometida.

Gyoshi-ho trabalha com os olhos, mas não encarando — o ensinamento é que encarar incomoda. Você relaxa os olhos e deixa o olhar perder o foco, de modo que a visão se amplia, e deixa aquilo que você olha vir até você, em vez de lançar sua atenção sobre a coisa. Um jeito comum de aprender é com uma flor à altura dos olhos, dez minutos por dia, até parecer natural.

A sexta, Koki-ho, trabalha com a expiração. Em algumas linhagens, ambas são ensinadas no Okuden — o estudo de segundo nível — e os detalhes variam de escola para escola. O exercício da flor é só a porta de entrada: um jeito suave e preliminar de sentir esse território em qualquer estágio.

Você não precisa de nenhuma das duas para ter uma boa prática. Elas são apenas um sinal de que a tradição é mais ampla do que a versão que a maioria de nós recebeu.


Por onde começar

Escolha uma. Kenyoku-ho é a mais fácil de encaixar no que você já faz — trinta segundos antes de iniciar, trinta segundos depois de terminar. A Ducha de Reiki é aquela para recorrer quando você chega em casa carregando o dia.

Se você quiser a base por trás de todas elas, é a postura gassho — as palmas unidas diante do peito, a mente se aquietando — que abre e encerra a maioria dessas práticas. E se você está construindo uma prática do zero, comece ainda menor: alguns minutos por dia, todos os dias, valem mais do que qualquer lista de técnicas.

Nenhuma delas substitui o tempo com as mãos pousadas sobre o próprio corpo — esse continua sendo o coração da autoaplicação de Reiki, e é em torno dele que o aplicativo foi construído. Use o timer do ReikiAll para a prática de respiração de cinco minutos e deixe o dia assentar.


Baixe o ReikiAll, disponível na App Store e no Google Play, e dê início à sua prática.

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